O Bem Amado
Inserido em: julho 29, 2010 | 1 Comentário-Comédia
-Inadequado para Menores de 12 anos
- Nacional
- Duração: 1:50h
- Horário: *14:10 – 16:30 – 18:50 – 21:10
*Sessão que NÃO será exibida nos dias 31/07 e 01/08 (SÁBADO E DOMINGO)
- 2ª Semana
Odorico Paraguaçu assume a prefeitura de Sucupira e constrói o primeiro cemitério da cidade. Ele não consegue inaugurar sua nova obra enquanto não morrer alguém.
O cineasta Guel Arraes ganhou notabilidade com produções engraçadas que tinham o Nordeste brasileiro como cenário. A história da peça O Bem Amado, que já foi transformada em novela e seriado, parece algo irresistível para ele. Sem pestanejar, Guel pegou o enredo e transformou em mais uma comédia nordestina.
Quando o diretor se une a uma história que parece tão certa para ele, os exageros acabam estragando o que poderia ser um grande filme. Os sotaques nordestinos de alguns atores são irregulares e as situações são forçadas pela direção.
Por vezes, os atores estão um tom acima do que o desejável para a linguagem de cinema, sendo mais atrativo para quem gosta do tom teatral. Quem consegue uma regularidade maior em seu personagem é José Wilker, mas sua participação se dá em poucas cenas.
Por outro lado, o casal formado por Maria Flor e Caio Blat (Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos) está totalmente descolado do restante do filme. A história de amor entre os dois poderia render boas cenas, mas fica de fora.
Mesmo com suas falhas, O Bem Amado tem chances de sucesso junto ao público. Com certeza se trata da obra mais fraca de Guel Arraes, sendo que seu último filme Romance é um dos pontos altos de sua carreira.









